Pela estrada fora: doze filmes a andar de moto

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Pela estrada fora: doze filmes a andar de moto

Mensagem  Cristina Nogueira em Dom 26 Jun 2016 - 20:14


Michael Madsen em "Motos do Inferno" (2008)

Assinalando o primeiro Lisbon Motorcycle Film Fest, que se realiza no Cinema São Jorge durante três dias, Eurico de Barros recorda uma dúzia de filmes onde as motos são as vedetas. Até há um português

No cinema, tal como acontece na vida real, a moto é um símbolo de liberdade, rebeldia, desafio, individualismo e risco, prometendo velocidade, espaços abertos, estradas sem fim e fuga a constrangimentos, tendo a sua própria mitologia, estética e iconografia. Assinalando a primeira edição do Lisbon Motorcycle Film Fest, que decorre entre hoje, dia 24, e domingo, dia 26, no Cinema São Jorge, em Lisboa, celebrando a cultura motociclista com filmes e outras iniciativas (ver toda a informação aqui), eis uma escolha de 12 filmes onde as motos, e tudo os que lhes está associado, têm um papel central.

“O Selvagem”, de Laszlo Benedek (1953) – Este é o avôzinho de todos os filmes de “bikers” e motos. Marlon Brando interpreta o líder de um dos dois grupos de motociclistas (o outro é encabeçado por Lee Marvin) que invadem uma cidadezinha americana depois de terem sido expulsos de uma competição. Brando guiou a sua própria Triumph durante as filmagens.

“The Wild Angels”, de Roger Corman (1967) – Dois anos antes de entrar em “Easy Rider”, Peter Fonda protagonizou, ao lado de Nancy Sinatra e Bruce Dern, este “biker movie” de Roger Corman, o rei da série B, no papel do líder dos Hell’s Angels de Venice, na Califórnia. Corman conseguiu que vários Hell’s Angels autênticos participassem na fita.

“Anjos do Inferno”, de Richard Rush (1967) – Jack Nicholson era ainda um jovem ator pouco conhecido que andava pelos filmes de terror de Roger Corman e pelos “westerns” de Monte Hellman, quando entrou nesta fita. Nicholson interpreta um empregado de um posto de gasolina que se junta aos Hell’s Angels, mas rapidamente se arrepende.

“A Rapariga da Motocicleta”, de Jack Cardiff (1968) – Alain Delon e Marianne Faithfull são amantes nesta fita adaptada do romance erótico-psicadélico do escritor surrealista francês André Pieyre de Mandiargues, e assinado pelo grande diretor de fotografia Jack Cardiff. Delon conduz uma Norton e Marianne Faithfull uma Harley-Davidson

“Easy Rider”, de Dennis Hopper (1969) – As Harley-Davidson Hidra-Glide tiveram a sua hora de glória no cinema nesta fita emblemática do advento da subcultura “hippie”-psicadélica em Hollywood. Dennis Hopper e Peter Fonda dão vida a dois “bikers” que se metem estrada fora, fartam-se de consumir drogas e acabam por ter um encontro feio com a “América profunda”.

“Os Rivais”, de Sidney J. Furie (1970) – Um dos maiores filmes de culto sobre motos no cinema. Robert Redford e Michael J. Pollard personificam dois corredores de “motocross” rivais, e com feitios e atitudes para com as mulheres completamente diferentes. Redford ainda hoje cita “Os Rivais” como sendo um dos seus filmes favoritos, entre todos os que fez.

“As Motos do Inferno”, de Bruce Brown (1971) – Financiado, co-produzido e narrado por Steve McQueen, que era um apaixonado por motos, este é talvez o melhor documentário já feito sobre motociclismo e corridas de motos de todos os géneros, rodado um pouco por todo o mundo. Teve uma continuação em 1981, e uma terceira parte em 2014.

“Um Homem Decidido”, de James William Guercio (1973) – “Electra Glide in Blue” é o título original, e muito mais bonito do que o português, deste clássico com Robert Blake interpretando um polícia da patrulha da estrada do Arizona que quer ser promovido a detetive. Foi o único filme de James William Guercio, músico, produtor musical e compositor.

“Mad Max-As Motos da Morte”, de George Miller (1979) – O acelerado e vertiginoso filme que revelou Mel Gibson e o realizador George Miller. Na Austrália, num futuro próximo onde o combustível é um bem cada vez raro e a anarquia está a instalar-se, um polícia da estrada, Max Rockatansky, enfrenta uma quadrilha de motociclistas que lhe mataram a mulher e o filho.

“Diários de Che Guevara”, de Walter Salles (2003) – O realizador de “Central do Brasil” recria aqui a viagem de moto pela América do Sul empreendida em 1952 por um jovem estudante de medicina argentino de boas famílias, Ernesto Guevara de la Serna, futuro “Che” Guevara, e pelo seu amigo Alberto Granado. A Norton deste, “La Poderosa”, é o terceira vértice da fita.

“O Capacete Dourado”, de Jorge Cramez (2007) – Sim, há pelo menos um “filme de motas” português, que assinalou a estreia de Jorge Cramez na realização de longas-metragens. A ação passa-se no interior do país, em Vila Real. O estreante Eduardo Frazão é Jota, o “rapaz mau” que tem uma mota e usa um capacete dourado, e Ana Moreira é Margarida, a rapariga “passada” que se apaixona por ele.

“Motos do Inferno”, de Larry Bishop (2008) – Quentin Tarantino é um dos produtores, e um dos principais inspiradores, desta fita sobre dois grupos de motociclistas que retomam a sua rivalidade de há décadas atrás. Michael Madsen, Dennis Hopper e David Carradine fazem parte do elenco desta homenagem aos “biker movies” de série B dos anos 50 e 60.










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